Especiarias

Fiz uma série de fotos das especiarias que uso com o meu Iphone e postei no meu Instagram. Quem consegue dizer o nome de todas?

 

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Cardápio de natal.

Com essa minha mania de cozinhar, acabei sendo intimado a cuidar do cardápio do natal da minha família. Normalmente são minhas irmãs que cuidam. As cinco que escolhem e cozinham, enquanto meus três irmãos ficam no bar que meu pai tem em frente a casa da família, em Divinópolis, interior de Minas.

Fez as contas? Cinco irmãs, três irmãos, eu. Todos casados, o que são 9 agregados. E quase todos com filhos. Alguns já casados, outros com namorados e namoradas. E tem os meus sobrinhos-netos, que já começaram a chegar. Resumindo: são umas 50 pessoas, fácil.

Um dia uma irmã passou pela minha casa e fiz um frango com curry daqueles bem rápidos e práticos, já que estava sem tempo. Ela adorou, divulgou pro resto da família e pronto. Este ano elas ficam de folga, eu cozinho.

A minha tática é preparar o máximo de coisas de véspera e só assar ou finalizar no dia. Vai ser um almoço, e não uma ceia, o que reforça meu planejamento (caso contrário eu teria o dia todo pra cozinhar e não apenas a manhã).

O cardápio vai ser simples, do jeito que o pessoal gosta. Os pratos principais serão um lombo recheado e um peito de frango com bacon e requeijão, além do escondidinho que fiz na semana passada e que de tão bom que ficou resolvi colocar na parada. Como ontem foi feriado municipal aqui em BH, resolvi testar os outros dois.

Como disse, são super simples de fazer e o que requer é tempo para assar.

O frango, por exemplo. Cada peito, com osso, dá dois “meio-peitos”, altos. É isso que é usado. Tiro esses filés e faço uma inserção no meio deles, de dentro pra fora. Tempero o frango com sal e pimenta e recheio com requeijão e alecrim. Enrolo o frango em uma fatia de bacon, frito tudo, só pra selar, e levo ao forno com tomates cereja até assar e o queijo derreter (uns 40 minutos). Pronto. Só isso.

O pernil também não é complicado. Para o recheio usei uma mistura de linguiça, bacon, cebola, alho, alecrim, tomilho, sal e pimenta. Bati tudo em um processador e cozinhei por uns minutos. Reservei. O lombo eu abri em uma manta, temperei com sal, pimenta e vinho branco e recheei com a mistura. Amarrei tudo com cordão e enrolei em papel alumínio. Na travessa que foi ao forno coloquei os vegetais que tinha em casa: batata, cebola e cenoura, tudo picado grosseiramente e temperado com sal, pimenta e alecrim. Isso tudo foi ao forno por cerca de uma hora. Tirei o papel alumínio e deixei a carne pegar um pouco mais de cor por outra meia hora. O tempo foi curto porque era um lombo pequeno, de cerca de 800 gramas. Quanto maior, mais tempo você vai precisar. Pra acompanhar o pernil, fiz um molho simples é delicioso: derreti uma colher de açúcar mascavo em uma xícara de água quente. Coloquei isso sobre um tanto de hortelã picado e reduzi um pouco. Misturei azeite, sal e pimenta e só.

Quem comeu gostou e o cardápio do natal já está pronto, testado e aprovado. Se quiser as  receitas em detalhe é só me mandar uma mensagem que eu mando.

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Lasanha de Berinjela

Fácil, rápido, gostoso e saudável. O que mais você quer de uma refeição (ainda mais quando você é que está preparando)? A lasanha de berinjela é um clássico da cozinha preguiçosa. Pra você ter uma ideia do quanto é fácil, preparei essa no meu horário de almoço e deixei pra assar no jantar. Ou seja: em meia hora, no máximo, estava pronta pra ir pro forno. Dentro dele é outra meia horinha. E olha, salva qualquer visita de última hora…

Eu cozinhei no azeite uma cebola pequena e um dente de alho. Quando a cebola começou a ficar transparente coloquei uma lata de tomate pelati (conhece? Se não, deveria. O tomate pelati é algo entre o tomate fresco e o molho de tomate. Ou seja: é em conserva mas mantém o tomate inteiro no seu próprio suco. Acho mais gostoso e saudável que o molho. Na impossibilidade de fazer meu próprio molho, é o que eu uso). Quando começou a levantar fervura sapequei salsinha, cebolinha, sal e pimenta do reino.

A berinjela entrou nesse molho também. Usei quatro pequenas, orgânicas, descascadas e cortadas longitudinalmente (forma bonita pra dizer que não eram rodelas, e sim fatias de cerca de meio centímetro, que iam do cabo à cabeça). Misturada ao tomate, a berinjela ficou cozinhando por uns 10 minutos.

Untei uma travessa com azeite e coloquei uma camada de berinjela e molho. Sobre ela, uma camada de presento de peru (era o que tinha na geladeira: você pode colocar a carne que quiser, como presento comum ou carne moída) e outra de muçarela. Repeti a operação: berinjela e molho, presunto, muçarela. Finalizei com umas bolotas de muçarela de búfala que estavam pra perder e umas lascas de gana padano, um tipo de queijo semelhante ao parmesão, mas bem mais saboroso.

A travessa foi ao forno, já quente, e ficou ali meia horinha, até os queijos derreterem e começarem a tomar cor. Quinze minutos depois a travessa estava vazia, devorada por apenas duas pessoas (mas a receita dá pra quatro…)

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Escondidinho de carne de sol

Realmente não sei se o escondidinho é tão comum em outros lugares quanto em Minas. Não me lembro ver em cardápios de bares e restaurantes o prato. Se você não sabe ou experimentou o prato, faça-se esse favor.

No final de semana passado, depois de acompanhar minha esposa em uma dieta desintoxicante (saladas, peixes e sucos uma semana) me bateu uma vontade danada de comer escondidinho. No domingo, eu fiz assim:

Cozinhei uns 700 gramas de mandioca e uns 400 de batata inglesa roxa em água (eu usei essa mistura, mas você pode fazer com o que quiser: abóbora, cenoura branca, só mandioca…). Os tubérculos ficaram ali por um tempo, até amolecerem. Enquanto isso eu preparava a carne. 700 gramas de carne de sol, que comprei no supermercado mesmo (não precisa desalgar nem nada: só usar) e que eu cozinhei na panela de pressão com sal e pimenta do reino moída na hora, cebola e alho.

Quando a mandioca e a batata ficaram macios, tirei do fogo e bati com creme de leite, sal, pimenta, cebolinha, mais cebola e azeite e levei tudo de novo ao fogo, até levantar fervura. A carne, que também ficou pronta, eu deixei esfriar e desfiei. Voltei a bichinha já desfiada pra panela e cozinhei numa mistura de cebola e alho.

Pronto. Agora era só montar o escondidinho.

Escondidinho chama escondidinho porque a carne fica ali, escondida debaixo daquela camada de mandioca. Pra montar é só untar um refratário com manteiga e só colocar o purê de mandioca na base e a carne no meio. Antes da camada final de purê eu sapequei uma camada de requeijão, depois o purê e um parmessão no final, só pra finalizar. Aí foi só colocar no forno já quente, deixar a química funcionar e comer, já quente. Serviu umas 6 pessoas. Veja: por 6 pessoas entenda eu e minha esposa comendo o prato no almoço, jantar e almoço no dia seguinte, de tanto que ficou bom.

Tenta aí e me fala se o escondidinho não é uma grande descoberta.

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Canadá – O Vídeo

Sabe aqueles videos que eu faço das viagens? Pois é. Aí está o do Canadá. Estou devendo o texto, eu sei. No final de semana fica pronto.

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Bagagens extraviadas

As horas que passei detido na imigração em Chicago foi apenas o primeiro ponto de uma viagem cheia de contratempos.

Saimos da imigração as 8h30, bem depois do horário marcado para nossa conexão para Toronto, que seria as 7h. O voo da Air Canada foi sem a gente. Expliquei o problema para o pessoal da United no aeroporto e sem chororô fomos colocados num voo da própria United (na verdade de sua subsidiária United Express) as 9h30. O processo das bagagens no entanto se tornou outro fardo.

Com os voos de conexão nos Estados Unidos funciona assim: você faz alfândega na cidade onde chega e depois apenas coloca a bagagem em uma esteira. A partir daí ela será enviada ao seu destino final. No nosso caso, como perdemos a conexão, passamos de novo em um balcão de check in, onde nossas bagagens foram etiquetadas – mas continuamos (aí esteve o erro) com os tickets do voo anterior. Aquele que não embarcamos…)

Quando chegamos em Toronto, nossas bagagens não chegaram. Pior: tinhamos um outro voo, este sem ser conexão, comprado separadamente, para Quebec na sequência. Depois de conversar tanto com o pessoal da United quanto da Air Canada e alfândega, a recomendação foi: não se preocupe. Vá para Quebec que sua bagagem vai ser entregue lá.

É de dentro do Bombardier Q400 da Air Canada que vai aterrizar em Quebec que escrevo. Tenho na minha bagagem de mão os ítens mais importantes: passaportes, câmera fotográfica, uma blusa de para o Frio, o Ipad onde escrevo, dinheiro, cartões de crédito e um saco plástico transparente com uma escova de dentes e dois recipientes com menos de 100ml de líquidos. Minhas roupas, meias, cuecas, camisas, calças, luvas, gorro e necessaire estão em algum lugar entre Chicago e Quebec, em uma mala etiquetada com destino a Toronto.

UPDATE: chegamos em Quebec e a informação que temos é que as malas estão no México…
UPDATE2: a Air Canada, companhia que faz parte (assim como Tam e United) da Star Alliance, tem um excelente sistema de rastreamento de bagagem. Em Quebec nos informaram o código da nossa reclamação e através do site acompanhamos a poaição das malas. Hoje a informação é “enviadas para o aeroporto de destino”. Espero que cheguem no hotel.

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Most Wanted People

São seis horas da manhã. Estou no aeroporto de O’Hare, em Chicago, nos Estados Unidos. Não é a minha primeira vez no país, nem na cidade. Desta vez, entretanto, estou apenas de passagem, a caminho de Toronto, no Canadá. O voo da United que saiu de São Paulo na noite anterior foi tranquilo, apesar dos minutos de atraso. O que apenas fez crescer a minha apreensão. Meu próximo voo sairia em menos de uma hora e ainda estamos, eu e minha companheira, na fila da imigração. O processo de entrada no país, mesmo que sua permanência nele se resuma a poucos minutos, é o padrão: imigração primeiro, malas depois, passa pela alfândega, vai para a área de passageiros em trânsito, despacha as malas novamente, passa mais uma vez pela imigração (agora para sair do país) e embarca no seu voo para a cidade de destino.

Quando chega a nossa vez, entrego os passaportes e explico: veja, estes são os passaportes válidos, mas os nossos vistos estão nestes outros dois, antigos (é comum isto acontecer: você tem um passaporte e tira o visto para os Estados Unidos. Seu passaporte vence, mas o visto continua válido. O jeito é viajar com os dois documentos). O policial, acostumado, pega os livretos e faz as perguntas usuais: estão vindo de onde? Indo para onde? Qual a finalidade da viagem? Processa, primeiro, os documentos dela: coloque os quatro dedos da mão direita aqui para escanear, isso, agora o polegar, certo, a outra mão, agora olhe para câmera, pronto, aqui estão seus documentos.

Na minha vez a coisa encrencou: coloquei os dedos, tirei a foto, fiquei esperando meu passaporte e o oficial digita, procura alguma coisa, digita de novo, olha o documento e me diz: estranho, seus dados não conferem. Você vai ter que acompanhar.

E assim entrei na temida salinha da imigração americana…

O local é sim como você vê nos filmes ou seriados do tipo “Aiport Control”: três fileiras de bancos de madeira sem encosto, uma sala reservada com persiana, onde se podia ver uma mesa com amontoados de papéis, quadros com anotações de nomes (muitos chineses), sexo (mais homens que mulheres) e número do voo (a maioria United) e monitores que mostravam as imagens de câmeras colocadas em celas de prisão, onde apenas uma pessoa dormia. No outro extremo uma sala maior, com quatro ou cinco oficiais. A princípio apenas nós dois estavamos no lugar. Com o tempo passando, outros iam e vinham: dois brasileiros, um grupo de indianos, um senhor na cadeira de rodas…

Uns quarenta minutos se passaram até que um dos oficiais veio ter comigo. Queria saber se meu nome de família era, afinal, Santos (como está no meu passaporte) ou dos Santos (como consta no visto). Expliquei a confusão. Um segundo, gordo e com cara de latino, interveio: Santos é um nome comum no Brasil, não? Confirmei. Mas Jefferson não é um nome tão comum, perguntou. Não, eu disse. E voltei para minha espera.

Eu já havia perdido minha conexão das 7 horas quando o oficial que me atendia, um senhor já na casa dos 60, também com descendência latina e olhar amigável, veio a minha direção: olha, parece que tem uma ocorrência no seu nome. Pode ser alguma coisa que aconteceu há muito tempo, mas tenho que checar com Washington. O que? Washington? Comecei a ficar preocupado. Sim, completou ele. Temos que ligar para a Interpol. Interpol? Você está brincando, retruquei. É sério, disse o oficial. Seu nome aparece na lista de procurados. E saiu tranquilamente.

Foram mais alguns minutos até ele voltar e pedir minha carteira de identidade brasileira (alguém disse que ela não vale nada no exterior? Esqueça!) e para eu anotar, em um pedaço de papel, o nome de minha mãe, minha altura e cor dos olhos. Enquanto escrevia aproveitei para perguntar se ele sabia o que estava acontecendo.

_ Não sei, ele disse. A Interpol pediu apenas que a gente se certificasse que você é você. Parece que estão procurando alguém com o mesmo sobrenome…

Já passava das 8 quando ouvi o Mr. Santos sendo chamado novamente. Ele me entregou os documentos e desejou um bom voo. Só isso. E não me disse mais nada.

Minhas malas estavam sozinhas na esteira. Quando passei pela alfândega, o oficial de plantão ainda me questionou o motivo de só estar passando ali naquele momento, mais de duas horas depois do meu voo ter aterrizado. Expliquei rapidamente a história e ele emendou:

_ Certamente uma confusão por causa do seu sobrenome. Muito comum nos países latinos.

Como se eu não soubesse. Ainda mais agora, que tenho um xará na lista dos mais procurados da Interpol.

(ok, na foto no meu passaporte antigo, a que tem o visto, não estou com uma cara de muitos amigos… Mas isso não é motivo para a minha detenção…)

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